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Cavadinha – CHALA HEAD CHALA no The Voice!

É isso mesmo que você leu, mas não foi dessa vez que pudemos testemunhar CHALA HEAD CHALA no The Voice. Pelo menos não no The Voice Brasil.

Calma, eu explico. O que aconteceu foi o seguinte: um participante do The Voice tailandês cantou a imortal abertura de Dragon Ball Z nas audições do programa que foi ao ar no dia 9 de outubro de 2016. Não só cantou, como o fez de maneira exemplar, tanto que os quatro técnicos viraram as cadeiras para o cara!

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Tailandês canta CHALA HEAD CHALA no The Voice local

Aí o cara vai lá canta CHALA HEAD CHALA no The Voice, vira todas as cadeiras, e depois manda um Kamehameha nos técnicos só de zueira! E eles recebem o golpe! É muita mitagem para um vídeo só!

Como se já não fosse mítico o suficiente, os técnicos pediram para o cara cantar também a abertura de Saint Seiya: Pegasus Fantasy. Não deu outra, mais um show! Infelizmente, como não falo tailandês, ficarei devendo o nome do mito, mas vocês podem assistir a, ou melhor, as apresentações dele clicando neste link. Se alguém souber o nome do cantor, fiquem a vontade para comentar.

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Top X – 5 Grandes Hits Musicais Que Você Deveria Conhecer Melhor

Esta é a seção Top X, onde elaboramos um Top que pode ser sobre os mais diversos assuntos. A letra X no título é propositalmente uma incógnita, pois poderemos fazer um Top com qualquer valor.

Existem incontáveis músicas compostas durante a história, muitas delas de excelente qualidade. Infelizmente, muitas bandas e canções magníficas nunca chegam ao topo das paradas musicais, outras tantas jamais saem do cenário underground. Contudo, temos as exceções, composições geniais que superaram essas barreiras e estão entre as mais populares da história da música.

Enfim, o objetivo dessa lista é citar alguns desses grandes hits e tentar ir além do simples ouvir, dançar e/ou cantarolar, buscando um entendimento maior sobre o que a música em si nos fala, que ideias e conceitos ela expressa e o quão impactante historicamente e socialmente foi e ainda se faz. Então, chega de enrolação e vamos à lista.

5 – Whatever, por Oasis

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“Whatever” é uma canção da banda de rock britânica Oasis. Ausente dos álbuns de estúdios oficiais da banda, foi lançada como single avulso em 1994, e posteriormente alocada como décima primeira faixa do disco 2 da coletânea Time Flies… 1994-2009 de 2010. A canção é uma das mais marcantes da banda.

“Whatever” é uma canção simples, de melodia e acordes despretensiosos e letra clara, objetiva, impactante e amplamente identificável. A composição é um autêntico grito por liberdade, mais do que isso uma aclamação pela autonomia do ser humano.

Apesar de repetir e de ser enfática em frisar e autonomia das pessoas, a canção vai além em trechos como “Sempre me parece que você só vê o que as pessoas querem que você veja” e “Quanto tempo vai levar antes de entrarmos no ônibus e por nada você censurar a si mesmo? Não custa muito.”, mostrando uma faceta mais dura ao questionar a censura presente não só por parte da sociedade como por parte de nós mesmo. Assim, a composição mostra-se madura e profunda também ao evidenciar nossos valores, nosso posicionamento crítico e nossa ideia de liberdade, de uma maneira muito mais ampla e engenhosa.

4 – Like a Rolling Stone, por Bob Dylan

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“Like a Rolling Stone” é uma canção de 1965, escrita e composta por Bob Dylan, sendo até hoje a principal composição do álbum Highway 61 Rivisited e da carreira de Dylan como um todo. Em 2006, “Like a Rolling Stone” foi eleita a maior canção de todos os tempos pela revista Rolling Stone, evidenciando a grande importância cultural que a composição atingiu ao longo dos anos.

A canção é considerada um marco pois, ao contrário das músicas de sua época, que cultuavam o amor, a letra de Bob Dylan expressa amargura e vingança. A descrição de uma mulher que caiu numa desgraça sem fim, tornando-se nada após ter tudo roubado por “seu diplomata”, como citado no trecho:

“Você costumava cavalgar o cavalo cromado com seu diplomata,

Que carregava em seu ombro um gato siamês.

Não foi difícil quando você descobriu que

Ele realmente não era o que aparentava ser

Após ter te roubado tudo o que podia?”

A letra é muito forte, Bob Dylan faz questão de lembrar a mulher de uma forma acintosa e agressiva, como era sua vida antes e como ela não passa de nada agora. Trechos como “Você costumava rir de todos que vadiavam a sua volta. Agora você não fala tão alto, agora você não parece tão orgulhosa tendo que roubar sua próxima refeição.” e “Quando você não tem nada, você não tem nada a perder. Você está invisível agora, você não tem mais segredos a ocultar”, são brilhantes por ressaltar a vida anterior da mulher, elevando seu status quo somente para jogá-la do mais alto possível ao trazer sua realidade de volta à tona.

O refrão é brilhante e sintetiza a miserável situação da mulher:

“Qual é a sensação?

Qual é a sensação?

De estar sozinha?

Sem rumo para casa?

Como uma completa desconhecida?

Como uma pedra rolando?”

Afinal, o que é mais miserável do que ser uma completa desconhecida, sem ter ninguém a quem recorrer? O que é mais insignificante do que uma pedra a rolar, sem rumos ou direções? Difícil imaginar. O fato é que “Like a Rolling Stone” foi, e ainda é original, e seus versos cheios de rancor e vingança guardam margens para interpretações e sentimentos grandiosos.

3 – Another Brick In The Wall (part II), por Pink Floyd

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“Another Brick In The Wall” é uma canção do Pink Floyd, composta pelo baixista Roger Waters, para o álbum The Wall, que foi dividida em três partes. A mais famosa, que será a analisada aqui, é a parte II.

A parte II de “Another Brick In The Wall” começa com o icônico verso “Nós não precisamos de nenhuma educação”, já impactando logo de cara a mensagem principal da música, uma crítica direta ao sistema educacional e as imposições subjetivas da sociedade sobre o que é relevante ensinar e sobre como deve ser esse método de ensino. A letra segue “Nós não precisamos de nenhuma lavagem cerebral, de nenhum humor negro na sala de aula.” Reforçando a ideia central e criticando fortemente o ensino aplicado, o que é imposto aos alunos e como são subjetivos os conceitos e o próprio humor numa escola. Por fim, a estrofe termina com:

“Professores, deixem as crianças em paz.

Ei! Professor! Deixe as crianças em paz!

Em suma, é apenas mais um tijolo no muro.

Em suma, você é apenas mais um tijolo no muro.”

Um final de estrofe de caráter forte, incisivo e chocante. A letra é enfática, o professor é praticamente insignificante perto da complexidade e grandiosidade que é a educação e a formação de uma criança, e, por conseguinte, um cidadão. Ser “apenas mais um tijolo” é a personificação máxima disso, afinal somos a soma de todas as nossas experiências e valores absorvidos, sejam eles vindos da família, da escola, das experiências interpessoais, espirituais ou de quaisquer outras. Os conceitos e ideias subjetivas de um professor ou uma escola não podem sobrepujar ou querer moldar toda uma formação já em construção e que ainda será muito afetada.

A canção continua repetindo a mesma estrofe, mas dessa vez é na voz de um coral de crianças, uma clara e óbvia forma de reafirmação das ideias apresentadas. Um grito contra a doutrinação e a imposição de professores, a favor da liberdade de expressão, do livre arbítrio e da liberdade de uma forma geral, é a síntese da grandiosidade de “Another Brick In The Wall”.

2 – Sunday Bloody Sunday, por U2

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“Sunday Bloody Sunday” é uma canção da banda irlandesa U2, primeira faixa do álbum War, lançada em 1983. Narra o conflito (ou melhor dizendo, o massacre) entre jovens protestantes e católicos contra as forças do exercito inglês, que ocorreu em Derry, na Irlanda do Norte, em 30 de janeiro de 1972 e ficou conhecido como Domingo Sangrento. Das 14 vítimas mortas, sete eram menores de idade, sendo que todos estavam desarmados e cinco delas foram alvejadas pelas costas.

A letra do U2, uma das mais políticas da história da música popular, descreve o horror sentido por um observador irlandês frente ao massacre e as calamidades da repressão e da guerra de uma forma geral. A canção é um grito de inconformismo e uma aclamação por paz, pelas vítimas do incidente e um grande questionamento, genialmente sintetizado pelo seguinte trecho: “Há muitos que perderam, mas me diga: Quem ganhou?”.

“Sunday Bloody Sunday” é genial, seus versos são recheados de uma profundidade ímpar, um descontentamento e um grito necessário para o mundo inteiro ouvir. Trechos como “Garrafas quebradas sob os pés das crianças, corpos espalhados num beco sem saída.”, “As trincheiras cavadas em nossos corações e mães, filhos, irmãos, irmãs dilacerados.”, “Vou limpar suas lágrimas, vou limpar os seus olhos vermelhos.” e “E é verdade que somos imunes quando o fato é ficção e a TV realidade. E hoje milhões choram. Comemos e bebemos enquanto eles morrem amanhã.”, são todos trechos que descrevem com maestria o horror de uma guerra urbana, como a destruição nas ruas, a tristeza de ver inocentes como crianças e famílias morrerem e a mídia tentando esconder ou manipular os fatos. Dizeres necessários, questionamentos perfeitos e aclamação imprescindível.

1 – Livin’ On a Prayer, por Bon Jovi

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“Livin’ On a Prayer” é uma canção da banda de Rock estadunidense Bon Jovi, lançada em 1986. A música, que tem como tradução de seu título “Vivendo em Oração” é amplamente considerada como a maior composição sobre a fé já realizada na música popular.

A letra começa nos contando sobre Tommy, um trabalhador que ficou desempregado, e passou a depender do salário de sua mulher, Gina, que trabalha o dia inteiro numa lanchonete. A música se prepara para entrar no refrão da seguinte maneira:

“Gina trabalha numa lanchonete o dia todo.

Trabalhando para seu homem, ela traz o seu salário para casa,

Por amor, por amor…

Ela diz: ‘Temos que nos agarrar ao que temos

Porque não faz diferença se conseguiremos ou não.

Nós temos um ao outro e isso já é muito!

Por amor, nós iremos tentar!’”.

Contando a história do casal, a letra entra na fala de Gina, que por sinal é magnífica, demonstrando força, obstinação e cooperação. Ela apoia seu marido por amor e temos logo em seguida o refrão, uma explicação de onde vem a base do casal para superar as dificuldades, a fé:

“Oh, estamos quase lá!

Oh, oh, vivendo em oração…

Segure a minha mão, nós vamos conseguir, eu juro!

Oh, oh, vivendo em oração.”

Um refrão que transborda otimismo, esperança e positividade, mesmo numa situação onde tudo leva a sentimentos contrários.

A canção segue, e em seguida é Gina que fraqueja. Nessa hora, Tommy está lá para auxiliá-la, e novamente se agarrarem ao amor que um sente pelo outro para continuarem acreditando:

“Gina sonha em fugir.

Quando ela chora à noite, Tommy sussurra:

‘Querida, ficará tudo bem, algum dia.

Temos que nos agarrar ao que temos,

Porque não faz diferença se nós conseguiremos ou não.

Nós temos um ao outro e isso já é muito!

Por amor, nós iremos tentar!’”

Novamente uma bomba de otimismo, esperança, cooperação e positividade são confirmadas pela entrada do refrão. Que antes de repetir ainda guarda o seguinte trecho:

“Nós temos que suportar, estando prontos ou não.

Você vive pela luta quando ela é tudo o que você tem.”

Um verso genial, consolador, encorajador e estimulante, capaz de fazer com que nós, cansados pela batalha do dia-a-dia retomemos fôlego e sigamos com nossas lutas diárias.

Por fim, a canção termina repetindo o coro e nos premiando com uma história simples em um enredo cotidiano, mas extremamente rica e capaz de um engajamento quase insuperável para aqueles que andam desanimados, desamparados, desesperados ou mesmo cansados. Um verdadeiro hino sobre fé, amor, encorajamento e companheirismo, este é “Livin’On a Prayer”.

Abre o Jogo – As 25 Melhores Músicas de Todos os Tempos

Ei você, sabe quais são as 25 melhores músicas de todos os tempos? Tem uma lista em mente? Já pensou em fazer? Bora conferir essa aqui.

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Em 2006, a revista Rolling Stone elaborou uma lista com as 500 melhores músicas de todos os tempos. Para elaborar a lista, a revista a Rolling Stone EUA solicitou a um júri de 162 pessoas uma seleção das melhores canções já produzidas. Entre os ilustres eleitores, estão nomes como Yoko Ono, Ozzy Osbourne, Slash, Jakob Dylan, Lenny Kravitz, Will.i.am, James Hetfield e Lars Ulrich (ambos do Metallica), os produtores Rick Rubin, Butch Vig e integrantes do Coldplay, Strokes, Rage Against the Machine, Devo, Ramones, Black Crowes e Kings of Leon.

Confira aqui abaixo as 25 melhores:

1. “Like a Rolling Stone” – Bob Dylan
2. “(I Can’t Get No) Satisfaction” – The Rolling Stones
3. “Imagine” – John Lennon
4. “What’s Going On” – Marvin Gaye
5. “Respect” – Aretha Franklin
6. “Good Vibrations” – The Beach Boys
7. “Johnny B. Goode” – Chuck Berry
8. “Hey Jude” – The Beatles
9. “Smells Like Teen Spirit” – Nirvana
10. “What I’d Say” – Ray Charles
11. “My Generation” – The Who
12. “A Change is Gonna Come” – Sam Cooke
13. “Yesterday” – The Beatles
14. “Blowin’ in the Wind” – Bob Dylan
15. “London Calling” – The Clash
16. “I Want to Hold Your Hand” – The Beatles
17. “Purple Haze” – The Jimi Hendrix Experience
18. “Maybellene” – Chuck Berry
19. “Hound Dog” – Elvis Presley
20. “Let It Be” – The Beatles
21. “Born to Run” – Bruce Springsteen
22. “Be My Baby” – The Ronettes
23. “In My Life” – The Beatles
24. “People Get Ready” – The Impressions
25. “God Only Knows” – The Beach Boys

Para conferir as outras posições e saber um pouco mais sobre essa eleição, dá uma conferida aqui.

E então o que achou da lista? Comenta aí, monte sua lista também e compartilhe conosco!