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Cavadinha – CHALA HEAD CHALA no The Voice!

É isso mesmo que você leu, mas não foi dessa vez que pudemos testemunhar CHALA HEAD CHALA no The Voice. Pelo menos não no The Voice Brasil.

Calma, eu explico. O que aconteceu foi o seguinte: um participante do The Voice tailandês cantou a imortal abertura de Dragon Ball Z nas audições do programa que foi ao ar no dia 9 de outubro de 2016. Não só cantou, como o fez de maneira exemplar, tanto que os quatro técnicos viraram as cadeiras para o cara!

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Tailandês canta CHALA HEAD CHALA no The Voice local

Aí o cara vai lá canta CHALA HEAD CHALA no The Voice, vira todas as cadeiras, e depois manda um Kamehameha nos técnicos só de zueira! E eles recebem o golpe! É muita mitagem para um vídeo só!

Como se já não fosse mítico o suficiente, os técnicos pediram para o cara cantar também a abertura de Saint Seiya: Pegasus Fantasy. Não deu outra, mais um show! Infelizmente, como não falo tailandês, ficarei devendo o nome do mito, mas vocês podem assistir a, ou melhor, as apresentações dele clicando neste link. Se alguém souber o nome do cantor, fiquem a vontade para comentar.

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Cavadinha – Messi e Neymar, os Super Saiyajins!

Que este blog sempre falou sobre futebol e sobre animes/mangás não é nenhuma novidade. Contudo, esta é a primeira vez que estes universos, muitas vezes distantes, mostram-se tão unidos através de dois ícones do esporte mundial: Lionel Messi e Neymar Júnior.

Após perder a final da Copa América Centenário e anunciar a aposentadoria da Seleção Argentina, Messi se apresentou para a temporada 2016-17 com um novo visual: loiro! Tão logo, Neymar apareceu com o mesmo visual e muitas pessoas começaram com as brincadeiras. Ambos, entre os melhores jogadores do mundo e mais famosos rostos do planeta, estariam admitindo uma evolução? Será que agora estava finalmente explicado porque eles era capazes de fazer coisas tão incríveis? Estaria explicado o motivo de tantas pessoas chamarem Lionel Messi de extraterrestre? Seriam eles Saiyajins?  Ou melhor, agora Super Saiyajins?

Tão logo a primeira foto do novo visual de Messi vazou, surgiram boatos e montagens. À esquerda desenho feito pelo Esporte Interativo brincando com o visual do craque argentino.

Ok, sabemos que é uma brincadeira, mas o mais legal é que em meio a tantas montagens e brincadeiras dos fãs, os próprios jogadores entraram na festa! Após a massacrante vitória do Barcelona por 7 x 0 frente ao Celtic, pela estreia na UEFA Champions League 2016-17, Neymar postou uma foto no seu Instagram com Messi, na legenda: “FUSÃO 👉🏻🔥👈🏽 RÁ #Saiyajin”.

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Em seu Instagram oficial, Neymar posta foto com Messi e alusão a Fusão e a #Saiyajin

Uma óbvia referência a Dragon Ball, mas também uma mensagem para mostrar o tamanho da união entre ele e Messi, uma fusão que deu e dá ótimos frutos para o time catalão.

O fato é que se antes já haviam montagens e zueiras sobre os Super Saiyajins do Barcelona, agora é que não param de surgir novas e excelentes brincadeira. A do Esporte Interativo, lançada pouco depois da postagem de Neymar, foi uma dentre as tantas que surgiram.

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Esporte Interativo, sem perder tempo, já lançou outra montagem hilária dos craque do Barcelona.

O mais legal nessa história toda é ver que mesmo pessoas como Messi e Neymar, mundialmente famosos, são gente como a gente. Tiveram infâncias que compartilharam coisas conosco e ainda guardam boas lembranças. Sem contar também com a boa e velha zueira, a brincadeira e a leveza que nunca deve faltar nas nossas vidas!

Seja como for, as defesas adversárias que se preparem, pois agora os Super Saiyajins do Barcelona virão com tudo!

Nota: Se quiser acessar as postagens originais no Instagram, basta clicar aqui para ver a do Neymar e aqui para a do Esporte Interativo.

 

Top X – Os 10 Melhores Momentos de Naruto

Esta é a seção Top X, onde elaboramos um Top que pode ser sobre os mais diversos assuntos. A letra X no título é propositalmente uma incógnita, pois poderemos fazer um Top com qualquer valor.

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Naruto é uma série de mangá japonês escrito e ilustrado por Masashi Kishimoto, publicado na revista Weekly Shonen Jump, da editora Shueisha, de setembro de 1999 a dezembro de 2014, contabilizando 700 capítulos, encadernados em 72 volumes. O mangá é um sucesso comercial inquestionável que já vendeu mais de 130 milhões de cópias no Japão e mais de 70 milhões no exterior, tornando-se a terceira série de mangá mais vendida da história. Sua popularidade levou a série a ser adaptada em um anime homônimo, totalizando 220 episódios, e uma sequência intitulada Naruto Shippuuden, correspondente a segunda parte do mangá. A franquia gerou também 10 filmes, diversos OVAs, jogos de vídeo-game, card games, light novels e muitos outros produtos. Sucesso absoluto no Brasil, o mangá foi lançado aqui pela editora Panini, concluindo duas versões, uma comum e outra em formato pocket. Atualmente está sendo relançado pela mesma editora em um formato com acabamento e qualidade superior, chamado Naruto Gold.

Nesse Top X, traremos uma lista com os 10 melhores momentos de toda a saga do mangá. Para criar a lista consideramos a qualidade da arte, as ações e desenvolvimentos dos personagens, o quão impactante ela foi, sua importância para o enredo e desenvolvimento da história, seu propósito e sua coerência dentro do contexto geral da obra. Sem mais delongas, segue a lista com os 10 melhores momentos de Naruto.

[AVISO: O TEXTO ABAIXO CONTÉM SPOILERS!!! SE VOCÊ AINDA NÃO LEU OU ASSISTIU A NARUTO, LEIA POR SUA CONTA E RISCO.]

10 – Os Sannins Lendários e o Primeiro Rasengan de Uzumaki Naruto

A busca pelo Quinto Hokage é um importante momento para o desenvolvimento do enredo. Jiraiya e Naruto saem em busca de Senju Tsunade (um dos Sannins Lendários juntamente com Orochimaru e o próprio Jiraiya) acreditando ser ela a pessoa mais indicada para o cargo, ainda que fosse viciada em apostas. Durante a jornada Jiraiya ensina Naruto a como fazer o Rasengan, uma técnica de nível A. Relutante em aceitar o cargo, Tsunade duvida da capacidade de Naruto e aposta com o mesmo que ele não dominará o Rasengan. Em meio a tudo isso, a Kunoichi, que também é a maior ninja médica do mundo, é procurada por Orochimaru para curar seus braços, recebendo em troca a ressurreição de Nawaki e Dan, respectivamente seu irmão e seu namorado, mortos em guerras passadas. Após algumas reviravoltas Tsunade recusa a proposta de Orochimaru e enfrenta o mesmo juntamente com Yakushi Kabuto. Perdendo a luta ela recebe a ajuda de Naruto e Jiraiya. Enquanto o Ero-Sennin enfrenta Orochimaru, o ninja laranja ajuda Tsunade contra Kabuto e, mesmo sendo muito mais fraco e extremamente pressionado, demonstra grande determinação e coragem, consegue fazer o Rasengan, golpeia e fere gravemente a Kabuto. No entanto, durante o ataque, Naruto sofre um contragolpe e é ferido mortalmente. Tsunade consegue curá-la, e após testemunhar em Naruto a vontade e o sonho de Nawaki e Dan, finalmente aceita se tornar o Quinto Hokage. Logo após temos o desfecho da luta entre os Sannins Lendários, com a invocação das três feras mais poderosas de cada, e uma grande batalha. Por mostrar a determinação de Naruto, por ele aprender uma técnica que viria a ser emblemática, apresentar e desenvolver uma personagem importante como Tsunade, apresentar cenas marcantes como a batalha e toda a construção para a aceitação da futura Hokage e direcionar pontos importantes para o desenvolvimento da história, essa é o décimo melhor momento de Naruto.

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9 – Uzumaki Naruto vs Gaara

A luta do Naruto contra o Gaara é a primeira vez que vemos um grande embate entre duas pessoas colocadas como iguais (ainda que na prática seus passados e seus sofrimentos sejam diferentes). Gaara tinha uma filosofia oposta a de Naruto, enquanto este resolveu se abrir para as pessoas e procurou a amizade para sentir-se vivo e importante, aquele buscou se fechar e matava para sentir-se vivo e provar sua existência. São dois lados de uma mesma moeda. A batalha em si ganha contornos dramáticos, às vezes até mais do que o necessário, mas marca definitivamente o Naruto como aquele capaz de conduzir as pessoas para um caminho de redenção, justamente porque ele também conhece a dor e o sofrimento tais como as diversas pessoas que ele converte durante a saga. Infelizmente, esse processo torna-se repetitivo em demasia, mas nesse ponto é interessante e bem construído. Gaara tem seu desenvolvimento, a luta é visualmente bacana (embora pobre em estratégias) e pela primeira vez vemos um Naruto superior ao Sasuke, tornando-a também um gatilho para a introspecção do Uchiha e sua fuga para o lado negro da força.

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8 – A Primeira Aparição de Uchiha Itachi

Em sua primeira aparição, Uchiha Itachi impacta logo de cara. Nesse pequeno arco, temos uma intrigante luta do Akatsuki e seu parceiro Hoshigaki Kisame contra quatro dos principais Jounins da Folha: Hatake Kakashi, Sarutobi Asuma, Yuuhi Kurenai e Maito Gai. Posteriormente, Itachi e Kisame enfrentam Naruto, Sasuke e Jiraiya, numa luta com cenas bastante reveladoras sobre o passado dos irmãos Uchihas. A primeira aparição de Itachi é um momento muito importante para os rumos da história, pois além de introduzir um personagem tão importante quanto o Uchiha, também apresenta a Akatsuki, expande o universo da obra, constrói coisas importantes que serão futuramente exploradas, abre pontas para vários rumos na história, explana o passado de Sasuke e reacende seu ódio e desejo de vingança para com seu irmão. São pontos estabelecidos absolutamente necessários e que serão cruciais para o futuro da história. Ah, e não dá para esquecer a clássica e marcante frase de Itachi para Sasuke: “Você é fraco! Por que é fraco? Porque lhe falta ódio!”. Oitavo lugar na lista.

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7 – Uzumaki Kushina e o Nascimento de Uzumaki Naruto

O encontro de Naruto com sua mãe, Uzumaki Kushina, foi um dos momentos mais marcantes de todo o mangá. A cena é comovente, sincera e até bonita, com diálogos que fluem muito bem para uma conversa entre mãe e filho. Para complementar esse momento, Kushina conta a Naruto a história de seu nascimento e o ataque da Kyuubi à Vila da Folha, que culminou na morte do Quarto Hokage. Esse flashback é simplesmente o mais esperado de toda a obra, pois o ataque da Nove Caudas à Konoha é um marco histórico no mundo ninja. É o momento que abre essa longa saga (é a primeira página do mangá!) e, por repetidas vezes, é citado e lembrado por diversos personagens. Poder finalmente conhecer essa parte da história é marcante! O flashback é revelador, nele conhecemos muitas coisas importantes e interessantes, como o fato da Kushina ter sido a Jinchuuriki anterior da Kyuubi, toda a ação de Obito para usar a Nove Caudas e a brilhante atuação da lenda, Namikaze Minato, frente a toda a situação. O final é comovente, muita coisa importante é revelada e o enredo pode avançar finalmente com essa lacuna sendo preenchida para o leitor. No melhor flashback da obra, temos um dos melhores momentos de todo o mangá!

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6 – A Conversa de Uzumaki Naruto e Uzumaki Nagato e a Morte de Yahiko

Depois de Nagato invadir a Vila da Folha e destruí-la, Naruto retorna muito mais poderoso após o treinamento no monte Myoboku, luta ferozmente contra os Pains e vence. Finalmente ele vai atrás de Nagato, o verdadeiro Pain e ex-pupilo de Jiraiya. Naruto e Nagato começam a conversar. Um busca entender o outro, suas razões e motivos para ali estarem e também como cada um pretende enfrentar o ciclo de ódio no mundo ninja. Nagato conta sua história para Naruto e revela toda sua dor e tristeza, proporcionadas pela podridão das guerras e pelo ódio no mundo ninja. O único sonho de Nagato até então era proteger Konan e Yahiko, as pessoas mais importantes para ele. No ápice da história de Nagato, ele se vê forçado por Hanzou a escolher entre salvar Konan ou Yahiko, matando um em detrimento do outro. Yahiko se sacrifica para salvar Konan, se lançando na kunai de Nagato e morrendo em sequência. Nagato sofre a pior dor de sua vida e cai em desolação, num turbilhão de emoções que desperta um ódio e um desejo de vingança incontrolável. Ele invoca a Gedou Mazou, salva Konan e destrói todos os seus inimigos, contudo sua dor o leva a ser tragado pelo ódio do mundo ninja. Terminada a história, Nagato pede que Naruto dê sua resposta. Naruto consegue dar uma resposta convincente e, sustentada por sua experiência com Jiraiya, também compartilhada com Nagato, faz com que este aceite e passa acreditar no ninja da Folha. Esse é um dos momentos mais emblemáticos da série, pois traz o diálogo mais rico sobre o ciclo do ódio do mangá e a determinação em nunca desistir, temáticas centrais do mangá. Além disso, consegue dar uma complexidade muito maior aos personagens do Naruto, do Nagato e do próprio Jiraiya. Coerente e impactante, o momento é forte o suficiente para comover com as histórias ali contadas. Também é importantíssimo por marcar o início do arco seguinte do protagonista, definindo-o como aquele a enfrentar o ciclo de ódio e o destinado a ser o homem a causar a grande mudança que o mundo ninja precisa.

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5 – Uchiha Itachi vs Uchiha Sasuke

A luta entre Uchiha Itachi e Uchiha Sasuke foi um dos momentos mais aguardados de todo o mangá. Movido pelo ódio para com seu irmão mais velho, Sasuke finalmente tem a oportunidade de conseguir sua vingança, seu grande objetivo até então. A luta em si é muito boa, cheia de reviravoltas e com técnicas, até então, invencíveis. Itachi perde a luta, demostrando grandes debilidades, mas durante a mesma revela os segredos e as técnicas do Sharingan para seu irmão. Após a luta, Tobi (ou Obito se preferirem) revela a Sasuke toda a verdade sobre Itachi, mudando completamente o rumo do personagem na história. Esse é um dos melhores momentos do mangá, pois conclui o arco de Sasuke de forma coerente, tais como suas ações e desenvolvimento levavam a crer. A batalha também serve como pontapé inicial para a nova fase de Sasuke no mangá, engatilhada pelas revelações de Tobi, que acabam se tornando um inesperado plot twist. Dessa virada de roteiro, temos um novo caminho para Sasuke, ainda que o personagem se torne incoerente e muitas vezes medíocre. Enfim, por encerrar o arco inicial de um personagem tão crucial quanto Sasuke, inserir a relação de Obito com o mesmo, subverter toda construção de Itachi e abrir pontas para vários plots futuros do mangá, este é o quinto melhor momento de Naruto.

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4 – Os Imortais e a Vingança de Nara Shikamaru

O arco dos Imortais é possivelmente o arco mais redondo de todo o mangá de Naruto e, nele temos alguns dos momentos mais marcantes de toda a obra. É engraçado pensar que o melhor arco do mangá seja, por incrível que pareça, o menos relevante para o avanço do plot principal. Pois bem, nesse arco vemos a investida de Hidan e Kakuzu, os imortais que formam a dupla mais antagônica da Akatsuki, em busca de Naruto. A Vila da Folha envia vários times em busca dos invasores, culminando em um encontro do time de Asuma e Shikamaru com os vilões. Temos uma excelente luta, resgatando a inventividade das estratégias em Naruto. Por fim, Asuma morre, a luta é interrompida e Shikamaru é quebrantado. O peso da morte do filho do Terceiro Hokage é imenso para o estrategista, e para o arco também. A partir dela, pode-se estabelecer o tema principal desse fragmento da história, o amadurecimento. Shikamaru, estabelecido, até então, como um personagem preguiçoso e irresponsável, precisa amadurecer. E todo o desenvolvimento dele é formidável. São estabelecidos também outros dois pontos temáticos centrais no arco, a importância da renovação (simbolizados pelas gerações da Vila da Folha e a transmissão da Vontade do Fogo) e a dualidade entre jovens e velhos. Percebemos isso por Asuma, que preza pela juventude, tanto pelo seu estilo de vida e por sua relação com Kurenai, quanto por entender que as crianças são o “o rei que deve ser protegido”. Temos também em Shikamaru uma representação clara dos temas, visto que ele é símbolo de um jovem passando por um processo de amadurecimento e assumindo responsabilidades adultas, ao mesmo tempo em que representa uma juventude contrapondo com o desafio posto em cena para ele superar, justamente imortais, ou seja, seres que perderam a noção de tempo e não se importam com amadurecimento e renovação. Como complemento, o estrategista ainda assume a responsabilidade de ser o tutor do filho de seu mestre e estabelece de vez o tema da renovação e da maturidade. Além disso, somos brindados com magníficos diálogos entre Asuma e Shikamaru, principalmente nas partidas de Shogi, que transmitem e reforçam as mensagens temáticas do arco e fazem um perfeito paralelo com os fatos do arco. A “Vontade do Fogo”, por sua vez, é uma cultura tão bem construída que compramos a importância de transmiti-la às próximas gerações. Aliás, essa cultura também é genuinamente contrastada com o fundamentalismo da fé de Hidan. Somado a tudo isso, temos a batalha mais brilhante do mangá, a mais engenhosa e com o resultado mais surpreendente. Shikamaru nos presenteia com um plano magnífico e um final espetacular. Enfim, um arco coerente, coeso, impactante, tematicamente interessante e bem construído, com um excelente desenvolvimento de seu protagonista e concluído de forma brilhante.

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3 – Morte do Jiraiya

Jiraiya descobre a localização do líder da Akatsuki e vai a seu encalço. O Sannin infiltra-se na Vila Oculta da Chuva e depara-se com sua ex-aluna Konan e Pain, autointitulado o deus daquele lugar, e que Jiraiya julga ser Nagato. Temos em sequência uma das melhores batalhas do mangá, com ótimos quadros e um clima de suspense e apreensão muito bons. Enquanto batalha com Pain, Jiraiya vai aos poucos descobrindo os seus segredos e vamos nos surpreendendo não só com a perspicácia do Ero-sennin, como também com as incontáveis e complexas habilidades de Pain. Pressionado, Jiraiya tem que tomar a maior decisão de sua vida: sacrificar-se para descobrir o segredo por trás de Pain. É o que ele faz. E é épico! Num último suspiro de vida, ele deixa uma mensagem importantíssima com Fukasaku antes de ser definitivamente derrubado. A sequência é marcante, Jiraiya relembra de sua vida, há uma bonita intertextualidade com o conto que ele escreveu e a com a profecia do Oogama-sennin. Por fim, Jiraiya morre acreditando que Naruto é o garoto da profecia e deixa seu legado em definitivo para o filho de Minato. Além de toda a ótima sequência artística e filosófica da batalha, a morte de Jiraiya é o momento crucial para o desenvolvimento de Naruto. Perdendo seu mestre, ele finalmente pode encarar Sasuke em posição de igualdade, já que agora ambos compartilham a dor da perda de pessoas queridas. Além da enorme importância para o protagonista do mangá, a morte de Jiraiya também é importante no mundo, porque ele era um cara lendário, e é impactante também para o leitor, dando um grau de seriedade ainda não visto na obra. Por tudo isso já citado e por tudo o que a morte de Jiraiya desencadeia tanto para o enredo quanto para o Naruto, terceiro lugar.

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2 – A Volta do Herói Uzumaki Naruto

Depois que Naruto vence Pain, conversa com Nagato e dá uma resposta convincente o suficiente para convertê-lo (item 6), este ressuscita todos os mortos na Vila da Folha com o Gedou – Rinne Tensei no Jutsu. Nagato se sacrifica pela determinação de Naruto e este volta a Vila da Folha e é recepcionado como um verdadeiro herói. Este é o momento mais crucial do personagem em todo o mangá, pois é a contemplação de seu grande objetivo no mangá! “Ah, mas o objetivo do Naruto era se tornar o Hokage!”. Não exatamente. Naruto cresceu sozinho, sendo rejeito por todos e por isso sempre quis ser aceito pelas pessoas. Para isso ele queria ser o Hokage, pois Naruto admirava os Hokages e sabia que o líder máximo da vila tinha o respeito e o reconhecimento de todos. E ele queria reconhecimento! Logo, este é um momento de fechamento do principal arco do protagonista, a aceitação de todos e a contemplação máxima do personagem. Ser o Hokage se tornaria apenas um adendo. Seu objetivo já fora alcançado.

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1 – A Primeira Batalha de Uzumaki Naruto e Uchiha Sasuke no Vale do Fim

O principal momento de todo o mangá é a primeira batalha entre Naruto e Sasuke no Vale do Fim. Sasuke estava decidido a se unir a Orochimaru, em busca de poder para concretizar sua vingança contra seu irmão. Naruto tenta impedi-lo e temos, então, a melhor batalha no um contra um do mangá inteiro! A arte e a quadrinização dessa luta é fantástica, toda a ação e sequência igualmente ótimas. Mas é muito mais do que isso! Esse momento é o marco principal do mangá, pois define o que é o enredo e o que são exatamente Naruto e Sasuke. Até então vimos um mangá sobre pessoas que sofriam e deveriam aprender a lidar com esse sofrimento.  Agora não! Naruto diz a Sasuke que ele sempre esteve sozinho e por isso ele sofreu muito, mas Sasuke retruca que seu sofrimento era maior, pois somente ele conhecia a dor da perda. Nesse momento temos uma expansão enorme do tema, não mais pessoas sofrendo (como Gaara, Neji, Hinata, Rock Lee, Haku…), mas sim pessoas sofrendo em graus diferentes e lidando de maneiras diferentes com esse sofrimento. Tudo isso culmina com ambos escolhendo caminhos opostos: enquanto Naruto resolve se abrir e abraçar as pessoas, Sasuke escolhe se fechar e romper seus laços. Define-se o rumo principal do mangá, duas pessoas opostas, lidando com dores diferentes e seguindo caminhos opostos. Como um poderá se igualar ao outro? Daí surge toda a segunda parte do mangá (Shippuuden, no anime). Temos um desenvolvimento e aprofundamento de Naruto e Sasuke, um desenvolvimento e definição de um tema central, temos questionamentos interessantes sendo levantados, temos um furo de roteiro sendo transformado em um plot (afinal, vamos combinar que o Sasuke estava certo e o Naruto precisava sofrer perdas para encará-lo como igual), temos uma importância e um propósito gigantescos, afinal é o momento que faz o elo perfeito e sustenta grande parte da segunda parte, e temos a melhor batalha do mangá. Por tudo isso a primeira luta entre Naruto e Sasuke no vale do fim é o melhor momento da obra.

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Este foi o nosso Top X com os 10 melhores momentos de Naruto. Caso você tenha outros momentos que faltaram, comente, compartilhe conosco e diga por que faltou este ou aquele momento.

Top X – Os 9 Momentos Mais Marcantes de Fullmetal Alchemist

Esta é a seção Top X, onde elaboramos um Top que pode ser sobre os mais diversos assuntos. A letra X no título é propositalmente uma incógnita, pois poderemos fazer um Top com qualquer valor.

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Fullmetal Alchemist é um dos melhores mangás Shounens já feitos e são inúmeros os motivos que justificam a excepcional qualidade dessa obra. Sucesso de crítica e comercial, o mangá, de autoria de Hiromo Arakawa, foi publicado pela editora Square Enix, na revista Montly Shounen Gangan, entre agosto de 2001 e junho de 2010 rendendo 27 tankobons, além de dois animes, filmes, jogos e muito mais. Destaque para a brilhante segunda adaptação do mangá, feita pelo estúdio Bones e chamada de Fullmetal Alchemist Brotherhood, fiel e muito bem animada numa série que contabilizou 64 episódios.

Enfim, o sucesso e qualidade de Fullmetal Alchemist são notórios e discutir todas elas é assunto para outro post, mais a frente. Nesse Top X, vamos apenas lembrar 9 momentos que consideramos os mais marcantes desta incrível série.

[AVISO: O TEXTO ABAIXO CONTÉM SPOILERS!!! SE VOCÊ AINDA NÃO LEU OU ASSISTIU A FULLMETAL ALCHEMIST, LEIA POR SUA CONTA E RISCO.]

9 – A Primeira Quimera
Fullmetal Alchimist é uma história que logo no início já se mostra séria. Contudo, a Arakawa sempre traz uma boa dosagem de humor e momentos leves no meio de sua trama. Quando ainda não acostumamos com esse padrão, temos um grande choque ao ver o destino final de Nina, uma pequena garotinha de 4 anos e seu cachorro, ao qual já nos acostumávamos a ver brincar com os protagonistas, numa inocência cativante. O destino da menina, fruto de uma atitude desprezível de seu próprio pai, é capaz de atordoar o leitor! Sem dúvidas um dos momentos mais marcantes de todo o mangá. Esse momento como um todo introduz o conceito por trás das quimeras.

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8 – King Bradley em batalha
King Bradley, o Führer, ou ainda Wrath, é um dos personagens mais fortes apresentados no universo de Fullmetal Alchemist. O mais legal? Ele luta apenas com armas brancas e seus próprios punhos! O único poder dele está em seu olho esquerdo, capaz de prever movimentos num nível extraordinário. O momento em questão se passa após o Bradley sofrer um atentado, onde tentaram jogá-lo de uma ponte junto com o trem onde o mesmo estava embarcado. Ao retornar ao campo de batalha o Führer demonstra toda sua capacidade física, desviando de tiros, destruindo um tanque e lutando e derrotando vários personagens de destaque, ao mesmo tempo! O que mais chama a atenção nessa cena é como a autora explora a capacidade do olho de Wrath, o poder de prever e antecipar movimentos. Simples, mas virtualmente imbatível! Aliás, era o que o Sharingan deveria ser, não é Kishimoto? Ponto para Hiromu Arakawa que não só explorou magnificamente esse poder, como também pôde criar momentos de ação muito marcantes.

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7 – Scar vs Bradley
Na luta entre Scar e King Bradley, logo após o Pai dos Homúnculos perder seus poderes divinos, Scar usa alquimia como último recurso. O Führer logo ataca o ishivaliano e questiona se ele perdeu sua crença no deus Ishivala. A alquimia é considerada uma heresia ao deus Ishivala, pois para eles a criação divina não deveria ser modificada pelos homens. Ao usar a Alquimia pela primeira para reconstruir a matéria, Scar atinge o auge de sua mudança como personagem. A cena também é marcante por questionar conceitos e tradições, como a religião e a existência de Deus e culmina com uma morte épica para Wrath.

6 – “Um é tudo e tudo é um.”
Quando Edward e Alphonse são abandonados numa ilha deserta por sua mestra Izumi, ela os desafia a entender o que é o universo e desvendar por que “Um é tudo e tudo é um”. Após aprenderem a sobreviver na ilha, os garotos chegam à resposta e ela pode parecer simples a primeira vista, mas na verdade é complexa e, sobretudo, espetacular. A expansão desse conceito, aliado aos conceitos de alquimia, da troca equivalente, de universo, de seu eu interior (também chamado de Deus interior), revelam um minucioso trabalho com referências ao budismo, ao caos grego, a interdependência de todos os fenômenos e, de modo geral, a própria vida e morte.

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5 – Funeral de Maes Hughes
Como não lembrar a marcante cena do funeral de Maes Hughes? A construção para esse momento se assemelha a feita para o momento da Nina, onde a Arakawa também tem um cuidadoso trabalho em mostrar Hughes e sua família convivendo, seu amor para com sua filha e também para com sua esposa, seu imenso carisma e lealdade, sua competência como investigador e sua hospitalidade com os irmãos Elric. Toda essa construção culmina, após descobertas cruciais feitas por ele, em uma morte covarde e ao mesmo tempo épica. No funeral, temos a cena onde sua filhinha pergunta: “Por que estão enterrando o papai? Ele não vai poder ir trabalhar se eles fizerem isso.” E posteriormente a cena onde Roy Mustang diz a Riza Hawkeye que está começando a chover (quando na verdade não estava) e começa a chorar. Logo em seguida ele reforça suas palavras, se referindo a suas próprias lágrimas. Esse momento é, sem dúvidas, muito marcante tanto pela inocência da filha de Hughes, quanto pelo quebrantamento de um personagem tão forte quanto Mustang. Vale ressaltar a leve, e muito interessante, referência nos dizeres de Roy ao ótimo filme Blade Runner, onde o personagem, coincidentemente ou não, também chamado Roy (neste caso Roy Batty) encerra sua vida com os seguintes dizeres: “Eu vi coisas que vocês não imaginariam. Naves de ataque ardendo no ombro de Órion. Eu vi raios-c brilharem na escuridão próximos ao Portão de Tannhäuser. Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva. Hora de morrer.”

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4 – Edward encontra o corpo de Al

Edward finalmente descobre um jeito de escapar da dimensão para onde foi absorvido por Gluttony, para isso ele terá que abrir novamente a porta da verdade. É então que ele faz a transmutação usando a pedra filosofal dada por Envy, que continha as almas de pessoas da antiga Xerxes. Edward logo se vê diante de sua porta, então ele percebe que tem outra porta além da dele, era a porta de Alphonse. De frente para o corpo de seu irmão (que se encontrava desnutrido), Edward apenas corre em sua direção, sem dizer uma palavra. Ele apenas anseia em levá-lo consigo. Logo, o alquimista do aço é tragado por sua porta e puxado, quando finalmente grita por Alphonse. O corpo de Al responde: “Você não é minha alma, não posso ir com você.”. Chocado com a resposta, com o estado do corpo de Al e com a grande descoberta que fez, Edward é levado para dentro da porta e ela se fecha. Quando Al já começa a se lamentar, eis que surge Edward e num último respiro antes de ser definitivamente levado, faz uma promessa ao corpo de Al: “Algum dia eu com certeza virei buscá-lo! Espere por mim!”. Culminando com o fechamento da porta enquanto Ed aponta fixamente para Alphonse. Grande momento do mangá e do anime!

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3 – Morte de Envy
Envy é o homúnculo mais bem trabalhado na obra. Sua atitude e personalidade formam um perfeito paradoxo com o pecado que o mesmo representa, a inveja. E esse paradoxo atinge seu ápice na morte do personagem. Mustang, movido pela vingança a morte de Maes Hughes, ataca impiedosamente Envy, até o mesmo voltar a sua pequena e frágil forma original. Depois de Edward e Scar aparecerem e, juntamente com Hawkeye, cessarem a sede por vingança de Mustang e trazê-lo de volta a razão, Envy começa a enojar e insultar os sentimentos e as atitudes humanas, tentando em último momento colocar todos ali em conflito (para isso ele lembra as diferenças e desavenças dos presentes). Contudo, mesmo com todos os problemas existentes no passado dos humanos ali presentes, eles estão cooperando. Envy não consegue compreender os humanos, seus sentimentos e suas motivações. Edward finalmente questiona: “Envy, você tem inveja dos humanos, não é? Nós, humanos, somos muito mais fracos que vocês, homúnculos. Mas mesmo que estejamos derrotados, mesmos quando erramos em nossos caminhos, mesmo quando caímos, nós sempre levantamos. As pessoas ao nosso redor nos ajudam a levantar. Você tem invejas desses humanos.” Desolado, derrotado e humilhado, Envy sente-se completamente entendido por Edward e dá fim a própria vida numa cena espetacular.

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2 – O Homúnculo e seu Deus interior
Uma bolinha preta conversando com uma bolinha branca. Nessa cena temos o derrotado Pai dos Homúnculos, que regrediu a sua forma original ao perder a pedra filosofal, colocado frente a frente com sua porta da verdade (esta totalmente lisa, sem nenhum desenho ou marca, mostrando o quão vazio ele era) e com seu Deus interior. O objetivo do Homúnculo era obter todo o conhecimento do mundo e se tornar Deus de forma prática, mas ele sequer conseguiu entender a si mesmo, muito menos o mundo. Questionando a seu Deus interior porque ele não se tornou seu (quando na verdade ele já o era), o Pai dos Homúnculos recebe como resposta: “Porque você não acreditou em si mesmo. Você chegou ao tal poder divino usando e roubando o poder de outras pessoas. Você não evoluiu.” É então que o Homúnculo pergunta quem era aquele que falava, e houve como resposta: “Eu sou aquilo que vocês chamam de ‘mundo’, ou talvez ‘universo’, ou talvez ‘Deus’, ou talvez ‘verdade’, ou talvez ‘tudo’ ou talvez ‘um’. E eu sou você!” É nesse momento que ele mostra já ser pertencente ao Homúnculo e revela a antagônica atitude do mesmo. Tudo que ele fez foi para alcançar Deus, quando na verdade ele já o tinha dentro de si mesmo. Por fim, seu Deus interior o joga para dentro da porta da verdade e o tranca para sempre no desespero, castigo por sua despretensiosidade. Todo esse momento amarra vários conceitos e estabelece a importância de buscar as coisas por si mesmo, não depender das outras pessoas, e procurar sempre evoluir. Outra mensagem forte de Fullmetal Alchemist, passada com maestria nessa excepcional cena, e interligada com os conceitos de alquimia, troca equivalente, de universo, do todo e da unidade, citados também no item 2.

Homunculoandyourgod

1 – A última alquimia do “Alquimista do Aço”
Para resgatar Alphonse, que havia “destrocado” sua alma pelo braço de seu irmão, Edward faz novamente a transmutação humana. Mais uma vez frente a frente com seu Deus interior, ele é questionado sobre qual seria o pagamento para levar seu irmão de volta. Ed é contundente e oferece sua própria porta da verdade. Uma troca à altura, oferecer tudo para trazer Alphonse de volta, que era tudo o que ele queria desde o início de sua jornada. Abrir mão da porta é abrir mão de tudo, porque a porta é a entrada para a verdade, para infinitos conhecimentos e possibilidades, é você sendo somente um, ser tudo. Com essa troca, Edward abre mão da alquimia e de sua própria essência para ter seu irmão de volta. Fecha-se o arco do personagem e amarra magistralmente os complexos conceitos de alquimia já citados no item 6 e no item 2. O momento mais marcante de Fullmetal Alchemist.