Arquivo mensal: outubro 2017

Abre o Jogo – O movimento separatista catalão não é movido por um nacionalismo genuíno

O movimento separatista catalão, que está em seu mais alto êxtase nos últimos tempos, tem ganhado um espaço enorme na grande mídia. O curioso é que ele é sempre “analisado” de forma unilateral, ou seja, os catalães são os bonzinhos que só querem formar seu próprio país e o governo espanhol é o malvado e repressor, que quer mantê-los presos ao seu regime.

Vocês não acham estranho que essas informações sejam passadas de maneira tão pendente para um só lado?

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Bandeira oficial da Catalunha.

O que ninguém na grande mídia conta é que, esse reavivamento do nacionalismo catalão está sendo impulsionado pela extrema-esquerda. Para confirmar isso, basta uma pesquisa um pouco mais criteriosa na internet.

A começar pela bandeira catalã, que foi modificada para outras duas versões, uma com a inserção de uma estrela vermelha e outra com a inserção de um triângulo azul com uma estrela branca. Na primeira a estrela vermelha representa a internacional socialista (o PT que o diga!) e a segunda, uma homenagem à Revolução Cubana.

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Bandeiras usadas pelos separatistas, onde percebe-se a estrela vermelha em algumas e a estrela branca dentro do triângulo azul em outras.

Embora exista sim uma forte questão histórica de valorização da cultura catalã no seu território, um movimento nacionalista que permite a adulteração de um símbolo nacional como a bandeira é no mínimo forjado.

O partido e o Presidente da região, Carles Puigdemont, que estão atualmente no poder da Catalunha, são de esquerda (embora a mídia dirá o contrário) e eles, junto com financiamento internacional de pessoas como o George Soros, trabalham na construção desse sentimento separatista há anos. Fatos facilmente confirmados quando lembramos que os ativistas separatistas homenagearam vários líderes mundiais de esquerda, inclusive Dilma Rousseff. Isso em 2014!

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Manifestação separatista na Catalunha, em 2014, homenageia Dilma Rousseff.

Os objetivos não estão absolutamente claros, mas alguns deles devem ser considerados. Os principais são a dissolução das soberanias nacionais (no caso, a espanhola) e a criação de um governo de extrema-esquerda plenamente capaz de dominar uma região rica e estrategicamente bem localizada na Europa Ocidental.

E quanto a repressão policial realizada pelo governo espanhol aos manifestantes? Mesmo que o plebiscito tenha sido ilegal, o ato é de condenação total pois, além das questões morais óbvias, também serviu como uma propaganda positiva à causa separatista.

O que devemos aprender nesse tipo de situação é agir sempre com prudência. Esperar e reunir o máximo de informações, das mais variadas fontes possíveis, para depois emitirmos uma opinião deve ser a conduta correta daqueles que não querem ser massa de manobra.

Quanto à Catalunha, a separação da região, neste momento, parece ser uma questão a ser analisada com muito cuidado. Todos os pontos a favor e contra devem ser pensados, tanto historicamente e culturalmente, quanto geopoliticamente. Reforço à todos o que já disse, ajam com prudência antes de tomar partido numa questão tão complexa.

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