Arquivo mensal: agosto 2017

Abre o Jogo – A verdade sobre Charlottesville e o nazismo de “extrema-direita”

O lamentável ocorrido na pequena cidade de Charlottesville foi, e continua sendo, muito discutido e debatido pela grande mídia em geral. Como foi uma manifestação absurda, digna de um filme de terror e seguida de violentos confrontos entre grupos supostamente rivais, a busca incessante por informações tornou-se inevitável. O grande problema é que a mídia distorceu grande parte do ocorrido, criando um roteiro onde vilões e heróis foram escolhidos e definidos por ela, e pior, tentou colar em Donald Trump o rótulo de apoiador dos vilões.

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Manifestação do grupo neonazista em Charlottesville.

Segundo a imprensa, uma manifestação de supremacistas brancos, neonazistas e membros da Ku Klux Klan, de “extrema-direita” organizaram um protesto contra a retirada de uma estátua do General Lee, líder do exército dos Confederados na Guerra Civil Americana. Posteriormente, dois grupos chamados Antifa (acrônimo para Antifacistas) e Black Lives Matter (que pregam a supremacia negra) entraram em confronto com aqueles grupos. Estes tratados apenas como grupos “anti extremistas”.

São vários pontos a serem abordados aqui. O primeiro é a afirmação manipuladora ao taxar o nazismo como um movimento de “extrema-diretia”, quando nunca o foi. Tornarei a comentar mais sobre isso a diante. O segundo ponto é a mídia, juntamente com o establishment americano, associar Trump aos nazistas e dizer levianamente que sua condenação ao ocorrido foi tolerante com esse pessoal. O terceiro ponto é o tratamento do grupo que “combateu” os supremacistas, referidos apenas como anti extremistas ou outros termos, digamos, suaves.

Todos esses pontos estão conectados, visto que há muito mais por trás do ocorrido. A primeira resposta de Trump veio como uma condenação ao ódio de forma geral, não apenas o dos nazistas. Logo foi acusado de ser complacente com esses ao nivelar todos a um mesmo patamar. Contudo, Trump sabe que o Antifa e o Black Lives Matter são grupos financiados pela Open Society de George Soros, declaradamente um agente financiador de movimentos revolucionários no mundo inteiro, objetivando o comunismo global.
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Print da página inicial do site oficial da Open Society, de George Soros. Detalhe no quadro vermelho, onde o bilionário é descrito como um “investidor que ajuda os países a transitarem para o comunismo”.

Outro ponto que mostra a má fé da mídia é o fato de nas últimas eleições americanas, Charlottesville ter votado em peso em Hillary Clinton (17901 votos contra 2960), o que evidencia a cidade como um reduto democrata. Aliás, o atual prefeito é democrata e teve papel importante na arquitetação desse embate desastroso, como bem relatou Leandro Ruschel nesse artigo. Faz-se necessário lembrar que a Ku Klux Klan surgiu do Partido Democrata, que um de seus ex-líderes, Robert Byrd, era democrata e apoiou Hillary e que os Democratas foram os grandes defensores da escravidão durante a Guerra Civil Americana. Fatos que desmentem todas as acusações e associações mentirosas sofridas por Trump.

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Hillary Clinton recebe cumprimentos de Rober Byrd, ex-político democrata e ex-membro da Ku Klux Klan.

Como já dito, o Antifa e o Black Lives Matter são dois, entre os incontáveis, movimentos mundo afora, financiados pelo magnata George Soros, através de sua Open Society. Esses grupos, maliciosamente colocados para embater com os neonazistas pelo prefeito de Charlottesville, como bem esclareceu o Leandro Ruschel no artigo acima citado, agiram como falsa oposição para criarem um gigantesco espantalho capaz de ser usado para atacar Trump e toda a direita mundial ao associar, levianamente, esta a uma suposta nova onda nazista, antissemita e racista. Algo que George Soros certamente teria orgulho.

É no mínimo hipócrita tentar associar Trump, ou a direita de forma geral, ao nazismo, à Ku Klux Klan ou a qualquer tipo de grupo discriminatório quando, historicamente, todos esses grupos vieram de movimentos de esquerda ou movimentos apoiados pela esquerda. Vale citar novamente a história da Ku Klux Klan, que se confunde com a do Partido Democrata, a visão racista de Hitler, que via a raça ariana como superior ao mesmo passo que desejava (e praticava) o extermínio dos judeus e também a associação da esquerda com o islamismo ao mesmo tempo que condena Israel.

Enquanto a esquerda mundial ataca veementemente Israel e a soberania do povo hebreu, via ONU e outros órgãos supra nacionais, Donald Trump tem como principal parceiro internacional ninguém mais ninguém menos do que Benjamim Netanyahu, Primeiro-Ministro de Israel. A esquerda odeia Israel porque ela é a nação berço da moral judaico-cristã, e nela reside a força maior da civilização ocidental. É a moral judaico-cristã que possibilita a propriedade privada e a liberdade. Não o contrário, como previu Marx. Gramsci e a Escola de Frankfurt perceberam isso e mudaram o alvo da revolução do campo de batalha para a mentalidade das pessoas. Foi então que todo o embate ideológico antissemita cresceu exponencialmente após os anos 1960.

Contudo, poderíamos voltar um pouco no tempo para entender porque Hilter odiava os judeus. Numa simples pesquisa já podemos constatar que os arianos são os povos que habitam há séculos a região onde hoje é o Irã, país islâmico. Hitler viu no antissemitismo uma grande oportunidade de propagandear uma enorme conspiração judaica. Ele se reuniu com o auto-intitulado “Grande mufti de Jerusalém”, Mohammed Amin al-Husseini, trouxe a causa palestina para o Ocidente e associou-a ao anti-imperialismo inglês, tão propagandeado pela esquerda até hoje. Ao reunir o e inflar todos os sentimentos do antissemitismo, do anti-imperialismo e do anti capitalismo, Hitler associou tudo aos judeus e ao “neocolonialismo britânico”, criando grande parte do aparato ideológico que culminaria na Segunda Guerra Mundial e no holocausto.

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Encontro entre Mohammed Amin al-Husseini e Adolf Hitler.

As entranhas do socialismo e do nazismo (ou nacional-socialismo) se confundem quando analisamos seus laços históricos de luta, sempre em prol de um antissemitismo e de um anti-imperialismo. A retórica que condena o “neocolonialismo” como uma fase final do imperialismo, este um desdobramento inevitável do capitalismo, segundo Lênin, é um ponto de intersecção que mostra a origem comum de ambas ideologias. A diferença é que o nazismo, após romper o tratado de Ribbentrop-Molotov, voltou-se contra a URSS. Aliás, o citado tratado foi firmado porque o principal inimigo do nazismo e do comunismo era o “imperialismo inglês”.

No mundo, a esquerda atual, pós-moderna, prega o politicamente correto, o “anti-imperialismo”, o multiculturalismo e a justiça social. Ainda fomenta suas bases na luta de classes, eleva diversas classes para combater outras, definidas por eles como os opressores que oprimem os oprimidos: brancos x negros, héteros x LGBTs, homens x mulheres, ricos x pobres, cristão x muçulmanos, etc. Seus maiores inimigos são Israel e a América, justamente por serem “imperialistas” e contra o multiculturalismo.

No Brasil não é diferente, por isso vemos candidatos da esquerda queimarem a bandeira de Israel, como Marcelo Freixo do PSOL e seu vereador, Lula fazer alianças com Mahmoud Ahmadinejad e defender o programa nuclear do Irã, esquerdistas pregarem ódio ao cristianismo e a Israel enquanto pregam tolerância ao islamismo e aos palestinos, entre outras barbaridades. Tudo conforme agendas que são resultado de um longo processo histórico de construção ideológico. Jair Bolsonaro, maior defensor de Israel no país e principal representante do conservadorismo aqui no Brasil, é acusado incessantemente de fascista/nazista. Uma hipocrisia de tamanho inigualável, visto que o atual deputado federal foi até mesmo batizado no Rio Jordão, quando visitou Israel. Enfim, mais uma amostra da incoerência da esquerda.

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Jair Bolsonaro sendo batizado nas água do rio Jordão.

Enquanto o socialismo e o nazismo pregam um combate ao capitalismo, ao livre mercado, a liberdade e a soberania do indivíduo, o direitismo prega exatamente o oposto. A única atribuição possível a uma extrema-direita seria a maximização total das ideias direitas, como capitalismo, livre mercado, liberdade e soberania individual, o que seria compatível às ideias anarcocapitalistas. E é fácil perceber, para qualquer pessoa capaz de fundamentar um mínimo raciocínio lógico na razão, que o anarcocapitalismo é o radical oposto ao socialismo e ao nazismo. Sim, a extrema-esquerda é tão socialista e/ou nazista quanto o anarcocapitalismo é um extremismo de direita.

 

Somente o conhecimento, aliado a verdade, pode construir um futuro melhor. Não se deixe manipular pela mídia. Estude!

Veja também:

Artigo no Senso Incomum: Black Lives Matter e o racismo ideológico.

Artigo do Senso Incomum: Por que a esquerda odeia Israel?

Podcast do Senso Incomum faz apanhado de toda a história do Nazismo: O Nazismo não era “de direita”.

Série de três podcasts do Senso Incomum faz apanhado de toda a história ocidental e explica porque o povo judeu é o principal inimigo da esquerda mundial: Parte 1Parte 2 Parte 3.

Livro: O Grande Culpado – O Plano de Stálin Para Começar a Segunda Guerra Mundial.

Manifestantes da antifa aplaudem discurso feito com citações de Adolf Hitler: vídeo.

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Cavadinha – Afastamento de Felipe Melo tem motivos muito maiores do que os divulgados na grande mídia

Há aproximadamente três meses, Felipe Melo gravou um vídeo no seu Instagram declarando apoio a Jair Messias Bolsonaro. Tão logo, o vídeo viralizou e muitas pessoas comentaram sobre a manifestação do jogador. À época, outros jogadores também se manifestaram em apoio ao deputado federal e possível candidato a presidente.

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Felipe Melo não joga mais pelo Palmeiras.

Essa onda de manifestações de apoio ao Bolsonaro gerou um clima ruim na grande mídia, com inclusive Casagrande, Neto e outras vozes importantes do jornalismo esportivo criticando severamente as declarações dos jogadores.

O que mais chama a atenção foi que, à época, Allan dos Santos, do Canal Terça Livre, trouxe a informação de que José Serra teria entrado em contato com a diretoria do Palmeiras solicitando uma censura severa ao jogador. Allan chegou a comentar em seu vídeo que Melo poderia, inclusive, ser afastado do Palmeiras.

Coincidentemente, três meses depois, quando aquele caso já fora “esquecido”, Felipe Melo foi afastado e muito tem se falado sobre os reais motivos do afastamento do jogador. Casos de indisciplina, não adequação ao sistema de jogo do técnico, briga no vestiário, tumultuamento do ambiente no grupo de jogadores… Todas essas justificativas estão sendo veiculadas na grande mídia, mas a verdade é que nenhuma delas justificam o desligamento repentino de um jogador cujo investimento feito pelo clube foi muito alto.

Estamos avançando a um nível nunca antes visto de censura? Estejam atentos!