Arquivo mensal: outubro 2015

Review – WALL-E: a Pixar em sua forma mais encantadora

A perfeita sincronia em uma obra de genuína simplicidade e complexidade.

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Ficha Técnica:

WALL-E

Direção: Andrew Stanton

Produção: Jim Morris

Roteiro: Andrew Stanton e Jim Reardon

Gênero: Animação, Ficção Científica, Comédia

Distribuição: Walt Disney Pictures

Elenco: Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin, Fred Willard, John Ratzenberger, Kathy Najimy, Sigourney Weaver.

Lançamento: 2008

Assistir a um filme da Pixar é sempre uma experiência singular, afinal o estúdio atingiu um nível de qualidade e respeito grande, o que é completamente justificável se pensarmos que foi o responsável por obras como Toy Story, Procurando Nemo e Os Incríveis. Esperar um grande trabalho se tornou comum e nos surpreender com ele um prazer que nós, amantes do cinema, acabamos acostumados. De fato, tudo isso é verdade, e vou além, em WALL-E a Pixar consegue nos entregar uma magnífica e primorosa obra que não só extrapola a engenhosidade das suas próprias animações, como também reinventa o cinema de uma maneira geral.

Dirigido por Andrew Stanton e roteirizado pelo mesmo em parceria com Jim Reardon, WALL-E conta-nos a história do personagem título, um pequeno robozinho que tem como função empacotar e organizar o abundante lixo da Terra, que, no longínquo ano de 2805, se tornou inabitada (e inabitável) devido à alta toxicidade atingida pelo ar da Terra, forçando a humanidade a viver em Axiom, uma gigantesca nave espacial.

Tecnicamente falando, WALL-E se mostra praticamente perfeito. Partindo da premissa acima descrita, o filme começa mostrando o estado deplorável da Terra, e para tal usa uma paleta de cores e iluminação perfeitamente sincronizadas para demonstrar tal cenário. A partir do segundo ato do filme, onde o cenário principal é a nave Axiom e o espaço sideral, há uma inversão no padrão de cores e iluminação, contrastando totalmente com o primeiro ato e criando o efeito necessário para cada lugar e situação da trama. Além disso, vemos em WALL-E uma riqueza grande em detalhes, a “casa” do pequeno robô é um grande exemplo. Outros pontos fortíssimos são as transições de cenas, a trilha sonora e a variação de ângulos, todos muito bem sincronizados, proporcionando espetáculos de pura contemplação visual. Sequências que exemplificam bem esses pontos são as cenas inicias entre WALL-E e a baratinha, as interações iniciais entre nosso protagonista e EVA e a belíssima dança entre os dois no espaço.

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Dentre tantos pontos dignos de elogios, os personagens e a forma como são trabalhados, é um dos mais fortes em WALL-E. A começar pelo excepcional protagonista, que tal como nos clássicos da Disney e da própria Pixar, apresenta um trabalho de antropomorfismo, mas que nesse caso excede em muito as expectativas quanto ao resultado final. Com uma aparência dócil e olhos grandes, WALL-E já se mostra simpático, contudo o grau de expressividade que a animação consegue passar com ele é espetacular, ainda mais se lembrarmos que ele é um robô. Sua personalidade e carisma são encantadores, suas ações, motivações e resoluções são absolutamente coerentes e completamente justificáveis.

O desenvolvimento de WALL-E, desencadeado pelo seu encontro com EVA, uma robozinho enviada à Terra com a missão de encontrar vida fotossintetizante , é formidável e igualmente acompanhado pela sua parceira. Ambos constroem de maneira sutil, e totalmente crível (mesmo para dois robôs) uma relação muito interessante, que gradualmente se desenvolve num simpático romance. Mesmo os personagens secundários, conseguem um espaço considerável de atenção e trabalho, o comandante da nave tem um papel importante no terceiro ato, a baratinha serve como um alívio cômico e até um improvável vilão faz um papel muito bem justificável para a proposta do filme e os principais temas abordados pelo mesmo.

Como se não bastassem a excelência na construção dos cenários, fotografia, trilha sonora e estruturação e desenvolvimento de seus personagens, WALL-E se destaca por um roteiro riquíssimo e um enredo de temática profunda e pontualmente elaborada. A começar pelos quinze minutos iniciais, onde vemos nosso protagonista desempenhando seu trabalho, acompanhado tão somente pela baratinha, e se aventurando em desvendar a simplicidade nos objetos por ele encontrados. Em quinze minutos já estamos apaixonados pelo personagem, e o mais incrível, sem ele proferir uma fala sequer! Logo ele encontra EVA, é então que vemos seus esforços para se aproximar dela e começar a compartilhar com a mesma seus rudimentares objetos e atitudes, revelando-se cada vez mais humano! Sim, WALL-E é muito mais humano que muitos dos personagens que vemos em histórias ditas realistas. Não torcer por ele é quase impossível.

Todo o desenvolvimento da história é absolutamente coerente, a construção do mundo e o desenvolvimento da trama são perfeitamente encaixados, os diálogos inexistentes em grande parte do filme proporciona uma contemplação visual invejável, além de nos remeter a Chaplin em certos pontos. O filme também dosa muito bem sua comédia, sendo engraçado sem parecer em nenhum momento forçado, além disso, cumpre com seu propósito em todos os sentidos e, mesmo que o final não seja surpreendente, ele é satisfatoriamente e tematicamente coerente. O somatório de tudo isso trás como resultado final uma experiência de entretenimento magnífica.

Tudo que já discuti até aqui já credencia WALL-E ao nível de excelência, mas o filme vai além, seu enredo é rico e ambicioso ao tratar de temas profundos como a sustentabilidade, o consumismo excessivo, o estreitamento das relações humanas e a sujeição dos humanos frente à tecnologia criada por eles mesmos. Para isso, vemos um mundo onde as pessoas se tornaram obesas, praticamente inativas, cegas à beleza a sua volta e incapazes de se relacionarem normalmente. O fato de WALL-E e EVA serem os personagens mais humanos da história e suas atitudes resgatarem a humanidade, torna ainda mais complexo e genial o tratamento desses temas. A obra é enfática, e até mesmo poética, em mostrar o prazer da simplicidade das coisas, temos uma forte crítica e amostra que a verdadeira felicidade está nas relações humanas quando vemos o “casal” principal se deleitando ao estourar um saco plástico bolhas, acender uma lâmpada ou mesmo observar uma chama de um isqueiro. E como não citar a excepcional experiência de cultivar uma planta?

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Assistir a WALL-E é mergulhar numa aventura ímpar, contemplar um espetáculo visual deslumbrante, se deliciar com personagens magníficos e acompanhar uma grandiosa e reflexiva história. Além disso, é um filme com sutis e inteligentes referências, desde Kubrick a Bob Marley, passando por “La Vie En Rose” e “Alô, Dolly!”.  Junte tudo isso a uma experiência de simplicidade genuína, decorrente de um complexo e minucioso trabalho e o resultado final será uma obra admirável. Esse é WALL-E, a Pixar em seu trabalho mais encantador.

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Abre o Jogo – Porque Jürgen Klopp tem tudo para dar certo no Liverpool

Todo mundo já sabe que Jürgen Klopp foi anunciado como treinador do Liverpool e a expectativa gerada é altíssima. Agora, você sabe por quê? Tentarei explicar brevemente nesse texto porque Jürgen Klopp e o Liverpool tem tudo para dar certo!

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Klopp deixou o Borussia Dortmund no fim da temporada passada e assinou com o Liverpool esse mês.

Antes da chegada de Klopp ao Dortmund, o clube vivia por um período de instabilidade e frequentava sempre o meio da tabela da Bundesliga. Com sua chegada e uma grande reformulação, promoveu o clube ao protagonismo no futebol alemão novamente. A era Jürgen Klopp no Borussia Dortmund durou 8 anos, entre 2008 e 2015. Por lá o treinador se tornou ídolo, após conquistar duas vezes a Bundesliga (2010-11, 2011-12), uma vez a Copa da Alemanha (2011-12), três vezes a Supercopa da Alemanha (2008, 2013, 2014) e levar novamente o BVB à final da UEFA Champions League na temporada 2012-13. Com muito carisma e competência, Klopp conquistou a fanática torcida aurinegra e saiu de lá como ídolo e muita identificação com o clube.

kloppdespedidabvbMuralha Amarela fez um grande mosaico na despedida de Jürgen Klopp. Na frase: “Obrigado Jürgen” em alemão.

Dentre todos os clubes da Europa talvez o Liverpool seja o que tem mais coincidências com o Borussia Dortmund em termos de história, torcida e filosofia de trabalho. O gigante inglês nasceu de um desentendimento entre a direção do Everton e o seu Presidente, que era dono do terreno de Anfield onde o Everton jogava. Assim, em 1892 o Everton foi jogar em Goodison Park, enquanto o presidente fundou um clube para jogar em Anfield. Nascia assim o Liverpool. Já o Dortmund nasceu de uma reunião de um grupo de jovens que estavam insatisfeitos com os padres da comunidade religiosa onde jogavam futebol, pois estes não costumavam ser muito simpáticos com os atletas. Assim, resolveram fundar uma nova agremiação que lhes agradassem. Nascia o Borussia Dortmund. Ambos os clubes surgiram após desentendimentos e foram frutos de uma resposta às outras pessoas.

Anfield Road

Anfield Road lotado em jogo do Liverpool.

A torcida do Liverpool é reconhecidamente uma das mais apaixonadas torcidas da Inglaterra e também uma das que mais apoiam seu time. O estádio Anfield Road tem capacidade para 45.276 torcedores e a média dos “Reds” é 44.652, o que significa uma taxa de ocupação de 98, 62% o que beira os 100%. Não atrás, muito pelo contrário, o Borussia Dortmund tem a maior média de público do mundo 80.297, sendo que o Signal Iduna Park tem capacidade para 80.552, o que nos leva a absurda taxa de ocupação de 99,68%. No Westfalenstadion (antigo nome do estádio do BVB) está também a maior geral da Europa, a famosa Muralha Amarela, onde ficam 20 mil pessoas em pé, apoiando o time o tempo todo.

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Foto da Muralha Amarela e torcedor segurando faixa com “You’ll Never Walk Alone”.

Como se não bastassem as apaixonadas torcidas, elas também adotaram o mesmo hino e lema. You’ll Never Walk Alone (Você Nunca Andará Sozinho) é originalmente uma música composta por Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II para um musical de 1945, Carousel. A canção foi incorporada ao Liverpool nos anos 60 e desde então é um dos símbolos maiores do clube. A célebre frase está presente hoje no brasão do clube e no portão de entrada do Anfield Road. Posteriormente a canção também foi incorporada pela torcida aurinegra e é entoada pela Muralha Amarela e toda a torcida aurinegra em praticamente todos os jogos do time.

YNWA1Portão de Anfield Road recepciona os torcedores do Liverpool com a célebre frase “You’ll Never Walk Alone”.

Outra semelhança notável é que tanto o Liverpool quanto o Dortmund são extremamente identificados com as cores do clube e ambos têm como maiores rivais clubes azuis, sendo o Everton e o Schalke 04 os rivais de Liverpool e do Dortmund, respectivamente.

Klopp x Gerrard

Na última vez que esteve em Anfield, ainda no Borussia Dortmund, Klopp fez o mesmo gesto que Gerrard, grande ídolo dos Reds, fez em sua despedida.

Jürgen Klopp chega ao Liverpool e encontra o clube num momento muito parecido com o que viu em Dortmund quando lá iniciava seus trabalhos. Esta é mais uma dessas coincidências e cabe ao treinador alemão repetir os feitos que conseguiu em Dortmund e assim trazer novamente o gigantesco Liverpool Football Club ao protagonismo no futebol inglês e europeu. A expectativa é enorme, carisma e competência Klopp já mostrou que tem de sobra, o histórico e as coincidências também estão do seu lado. Vamos esperar pra ver o desenrolar desse casamento que já se mostra com um final feliz antes mesmo da primeira semana.

Abre o Jogo – As 25 Melhores Músicas de Todos os Tempos

Ei você, sabe quais são as 25 melhores músicas de todos os tempos? Tem uma lista em mente? Já pensou em fazer? Bora conferir essa aqui.

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Em 2006, a revista Rolling Stone elaborou uma lista com as 500 melhores músicas de todos os tempos. Para elaborar a lista, a revista a Rolling Stone EUA solicitou a um júri de 162 pessoas uma seleção das melhores canções já produzidas. Entre os ilustres eleitores, estão nomes como Yoko Ono, Ozzy Osbourne, Slash, Jakob Dylan, Lenny Kravitz, Will.i.am, James Hetfield e Lars Ulrich (ambos do Metallica), os produtores Rick Rubin, Butch Vig e integrantes do Coldplay, Strokes, Rage Against the Machine, Devo, Ramones, Black Crowes e Kings of Leon.

Confira aqui abaixo as 25 melhores:

1. “Like a Rolling Stone” – Bob Dylan
2. “(I Can’t Get No) Satisfaction” – The Rolling Stones
3. “Imagine” – John Lennon
4. “What’s Going On” – Marvin Gaye
5. “Respect” – Aretha Franklin
6. “Good Vibrations” – The Beach Boys
7. “Johnny B. Goode” – Chuck Berry
8. “Hey Jude” – The Beatles
9. “Smells Like Teen Spirit” – Nirvana
10. “What I’d Say” – Ray Charles
11. “My Generation” – The Who
12. “A Change is Gonna Come” – Sam Cooke
13. “Yesterday” – The Beatles
14. “Blowin’ in the Wind” – Bob Dylan
15. “London Calling” – The Clash
16. “I Want to Hold Your Hand” – The Beatles
17. “Purple Haze” – The Jimi Hendrix Experience
18. “Maybellene” – Chuck Berry
19. “Hound Dog” – Elvis Presley
20. “Let It Be” – The Beatles
21. “Born to Run” – Bruce Springsteen
22. “Be My Baby” – The Ronettes
23. “In My Life” – The Beatles
24. “People Get Ready” – The Impressions
25. “God Only Knows” – The Beach Boys

Para conferir as outras posições e saber um pouco mais sobre essa eleição, dá uma conferida aqui.

E então o que achou da lista? Comenta aí, monte sua lista também e compartilhe conosco!

Top X – 7 Motivos Para Ler o Mangá de Dragon Ball e Esquecer o Resto

Esta é a seção Top X, onde elaboramos um Top que pode ser sobre os mais diversos assuntos. A letra X no título é propositalmente uma incógnita, pois poderemos fazer um Top com qualquer valor.

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Bem, você já leu o título e sabe qual é o tema desse post, então antes de começar o Top quero deixar claro porque acho importante fazer essa lista. Você que está lendo esse texto já viu Dragon Ball Z? Muito provavelmente sim. E Dragon Ball? Talvez. E quanto a seus amigos? É bem provável que eles já tenham visto no mínimo Dragon Ball Z, e que muitos deles já tenham falado mal da enrolação, do exagero que era aquele anime e tudo mais. E se você era fã, ficou irritado com ele, mas se você também achava isso, falou mal junto dele. E sabe de uma coisa? Ele estava certo em muito do que disse! Agora vêm as perguntas principais: você já leu o mangá de Dragon Ball? E o seu amigo?

É muito comum vermos admiradores e haters de Dragon Ball pela internet, mas por incrível que pareça a maioria nunca leu o mangá original. O pior é que hoje o mangá, muito por causa do anime, caiu num limbo onde as pessoas ou o veneram como uma obra nostálgica de qualidade inquestionável ou o relegam como obra do passado que não tem méritos ou qualidades. Outros tantos veneram histórias extras como os filmes e OVAs, o medíocre Dragon Ball GT e o também mediano, Dragon Ball Super, além de se matarem por personagens que sequer são canônicos. Desculpa, mas se você gosta do Brolly, do Bills, do Goku Super Saiyajin 4 e do Super Saiyajin Deus, você tem muito que aprender ainda!

Agora, se você pensa que o mangá é só a versão sem cor e em quadrinhos da animação, está completamente enganado! Então se prepara porque segue 7 motivos para ler o mangá original de Dragon Ball e esquecer todo o resto.

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7 – Não existem fillers

Fillers são histórias extras feitas para preencher o anime enquanto a publicação do mangá original se distancia, permitindo assim que os roteiristas da animação possam adaptar novos momentos canônicos. Resumindo, é uma encheção de linguiça. Por ser a obra original, toda essa enrolação está ausente e você verá uma narrativa muito mais lógica e coerente. Além disso, perceberá que grande parte do que viu na animação era, na verdade, os roteiristas te enrolando. Essa será uma experiência interessante e talvez até chocante.

6 – Muito menos exagero

Na versão animada sempre percebemos vários exageros, os cinco minutos de Namekusei talvez seja o símbolo maior disso. Contudo, no mangá não existe isso! Como assim? Todas as lutas são mais rápidas, a história avança muito em poucas páginas e não há espaços para exageros e enrolações.

5 – Originalidade

Ah, mas é Dragon Ball! Começou a ser publicado em 1984! Isso é verdade, ainda assim Akira Toriyama mostra no mangá um estilo de arte único, caricato e que consegue ser clássico e atual ao mesmo tempo! À época sabemos que Dragon Ball foi um grande marco e estabeleceu bases para o que hoje chamamos de Battle Shounen, mas mesmo hoje, conseguimos ver um trabalho que em certos detalhes consegue impressionar pela simplicidade e naturalidade, coisas que mangás recentes não conseguem fazer.

4 – Comédia

Ah mas o anime também é engraçado! Sim, mas as piadas do mangá soam muito mais naturais e hilárias. Por quê? Simplesmente porque o Toriyama tem um timing muito bom! Quem lê Dragon Ball percebe logo de cara que há uma sincronia muito bem feita entre as piadas e arte do autor. Quadrinização, ambientação, pacing, expressões dos personagens, tudo combina muito bem para fazer a piada soar com muita naturalidade e simplicidade.

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3 – Construção

A construção de mundo feita no mangá é mais um ponto muito forte. Toriyama mostra habilmente como explorar seu mundo e seus personagens sem usar o artifício do personagem expositivo, aquele que é usado para explicar ao leitor como funciona o mundo ao qual está inserido. Ele consegue explorar isso nas interações simples de seus personagens, mas que muitas vezes tem um minucioso trabalho por trás, além de usar artifícios como a quebra da quarta parede e a própria arte em si. Vale ressaltar que o mangá de Dragon Ball não tem NENHUM flashback, outro notável e fácil instrumento de explanação de mundo e personagens.

2 – Arte

Sem dúvidas um dos pontos mais fortes a favor do mangá! A arte de Toriyama é única, facilmente reconhecida, simples, clássica e ao mesmo tempo atual! Cenários ricos, personagens com expressões, variação de ângulos, pacing, enquadramento e a fluidez necessária para a leitura. Tudo isso está lá, e na medida certa para combinar com a história e a narrativa empregada pelo autor.

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1 – Dinâmica do roteiro e capacidade de entretenimento

Já citei a ausência dos fillers no Top 7 e como isso por si só já contribui muito para a lógica e coerência da narrativa. Entretanto Akira Toriyama vai além e consegue dar um grande dinamismo ao mangá! A história se desenrola num ótimo ritmo e a leitura é bastante fluida, leve e divertida, qualificando a alta capacidade de entretenimento do quadrinho.

Caso você só tenha visto o anime vai se surpreender muito ao ler o mangá, pois a diferença nesse quesito é absurda! A capacidade do Toriyama em contar muita história em poucas páginas é um notável feito. Você pode até pensar: “Mas Dragon Ball tem 42 volumes e isso é muita coisa!”. Sim, mas pense em quanta coisa acontece em Dragon Ball! Acompanhamos a vida inteira do Goku, desde uma criança até ele ser avô! Mesmo com uma história tão longa, o autor consegue torná-la dinâmica sendo simples, direto e objetivo! Acredite, o mangá de Dragon Ball é assim e esse é um dos seus maiores méritos.

Quando você terminar de ler o mangá de Dragon Ball é bem provável que pense algo como: “Nossa, fui enganado o tempo todo!”. Pronto, agora sim você conhece o verdadeiro Dragon Ball e o resto não importa mais.